News from abroad – São Paulo, papiiiii!

[Post escrito em uma das 18 horas de ônibus entre São Paulo e Foz do Iguaçu, em 27/12/14.]

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E finalmente, acabou minha aventura paulistana. Foi lindo! Com direito a porre homérico na Vila Madalena, vômito nos pés de amiga australiana, caminhada de madrugada na Barra Funda, baladjenha gay babadeira no Centro e otras cositas más, impróprias para este blog de família.

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Vale dizer também que o Natal foi maravitoso [maravilha de gostos]. Rever aquela família imensa e partilhar tanto amor foi realmente significativo.

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Agradecimentos especiais aqui pras pessoas lindas da família que me hospedaram: Tia Nalvinha e Tio Carlos, Andréia e minha prima ~favorita~ Leticinha. Júlia, por favor, juízo, querida. E um beijo enorme pra Tia Mari e pra Tia Marli também.
Thaís, diva linda maravilhosa do meu coração, muito obrigada por tudo. Sem você, e Jeová-lindo, minha passagem por aí não teria sido a mesma.

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Fechando a primeira cidade. Escrevo de dentro do ônibus chegando à Foz do Iguaçu, a minha, a sua, a nossa… próxima parada!

News from abroad

Passadas as festividades de fim de ano me sinto finalmente confortável para começar com os relatos de viajante compulsiva.

Bem, São Paulo foi ótima, foi linda, foi poética. Até escrevi um post de dentro do ônibus entre Sampa e Foz do Iguaçu, que publico a seguir.

Agora que as cidades mais caras (São Paulo e Buenos Aires) já se foram e que já decretei falência ao menos duas vezes desde que saí de casa (Obrigada, Itaú & Banco do Brasil), vamos tentar manter o blog em dia.

Infelizmente todas as fotos tiradas com a câmera estão presas dentro dela por motivos de: incompetência minha e incompatibilidade de software.

Dito isso, favor desconsiderar a [falta de] qualidade das fotos que forem postadas e aguardar por mais notícias.

Who is ready for another adventure?

Desde o último post já houve uma quantidade imensa de coisas acontecidas na vida, mas como pra frente é que se anda, e o fim de ano ‘ta pra nascer’, com dilatações a cada minuto e contrações dolorosíssimas, demos então um jump e sigamos pros próximos capítulos. [Não, ninguém aqui escapa de retrospectiva 2014, já que um post com resoluções pra esse aninho lindo meu deus foi escrito e auto-flagelo é bom e nós gostamos.]

Pois bem, tais capítulos serão fruto da viagem da vida, que começou ontem. Uma volta pela América do Sul, partindo de Fortaleza, seguindo para São Paulo (onde me encontro agora), Foz do Iguaçu, Argentina (Buenos Aires, Córdoba e San Salvador de Jujuy), subindo pra Bolívia (roteiro a definir) por umas duas semanas, Peru (pelo menor tempo possível) e finalmente a amada Colômbia, de novo. Maioria dos trechos feitos por terra, por motivos de: falta de grana (e dignidde) mas com muita muita disposição e amor no coração.

Vejamos se consigo manter essa casinha em ordem com os highlights da ~aventura do ano~.

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Feminismo pra que(m), hein?! Não, pera…

Interrompemos nossa não-programação normal para compartilhamento de uma notícia feia, chata e nada boba que ta rolando por aí.

Não costumo publicar textos com assusntos políticos por aqui por motivos de: não sou obrigada & o MAPF é pra desopilar e ser bonitinho, não reiterar a desgraça no mundo.

Agora que nos esclarecemos, vamos à tragédia.

Trata-se de um pronunciamento fresquinho [ui] do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, onde o digníssimo transparece todo seu machismo e misoginia dizendo que homens e mulheres são naturalmente diferentes e não pode-se esperar que ambos realizem as mesmas tarefas, entre otras cositas más.

Alguns trechos publicados no The Telegraph, comentados aleatoriamente por mim e livremente traduzidos por essa que vos escreve:

“Não se pode colocar homens e mulheres em pé de igualdade. É contra sua natureza. Eles foram criados diferente. Sua natureza é diferente. Sua constituição é diferente.”
Vamos combinar que o fato de nossa constituição biológica ser diferente não caracteriza inabilidade para realização das mesmas tarefas, sejam intelectuais ou físicas.
 
“Você não pode mandá-las cavar buracos, é contra sua natureza delicada”
Lógico que é! Assim como não se pode exigir de um homem que cozinhe sua própria comida ou limpe sua sujeira, pois contra sua natureza máscula. #SQN
 
“Nossa religião (Islamismo) já definiu a posição (social) das mulheres: maternidade.”
E pros homens também: todas as posições restantes.
 
“Algumas pessoas conseguem entender isso […]. Você não pode explicar isso para feministas pois elas não entendem o conceito de maternidade”
Além de burras e feministas ainda somos seres sem coração que comem criancinhas no café-da-manhã e não entendem o ~significado da maternidade~.

O peso de um discurso [de ódio] dessa magnitude proferido por um chefe de estado nos lembra que ainda estamos bem longe do ideal social tão almejado quando trata-se de minorias, nesse caso especificamente, direitos feministas.

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“Não preciso de feminismo. Quero ser uma dona de casa e nenhuma feminista é dona de casa! Elas nem têm casa, dormem penduradas em árvores.”

Somos todos assim mesmo

Passeando nas internê por aí, dei de cara com esse texto (em inglês) que te diz coisas lindas e fofinhas sobre namorar uma garota que viaja (versão traduzida aqui). Pode ser sincera? Gostei não! Vejo a autora enaltecendo a ~classe~ feminina de viajantes de maneira quase mágica. Quando penso que viajantes são somente pessoas comuns que resolveram sair do caminho de todo mundo, pessoas que perceberam que o pouquinho de espaço disponível por perto era pouco demais. Pessoas curiosas, somente. Seres humanos normais que gostam de mudança, de ver coisas novas, mas acima de tudo SERES HUMANOS (!).

Viajar não te faz uma pessoa melhor. Se você é um pé no saco em casa, enquanto viajante, você ainda será um pé no saco. E quando voltar, você será um pé no saco que agora viajou, mas ainda um PÉ NO SACO.

By Laís Lispector 

Portanto, vamos baixar a bola um tiquinho, parar de tratar pessoas que viajam (turistas? viajantes?) como hipsters-iluminados-beijados-por-Jah-na-Muralha-da-China, por favor. Ou pior, como criaturas totalmente desapegadas de ~frescuras~ como esmalte, escova de cabelo e hormônios.

Já deu de pensar que uma coisa exclui a outra, que o fato de se carregar uma mochila de 16 kg por 8 países durante uma caralhada de semanas te impede de carregar também (e usar) um vestido de paetê & um fuck-me pumps nessa mesma mochilinha.

Maneiremos com estereótipos e exageremos no amor, por favor ❤

É a bagagem que traça o caminho, não o contrário.   Desenho: Troche

Em tempo, recomeçamos com temas sobre viagem, já que daqui há alguns dias chego em um destino ainda latino mas super inusitado. Pirulito de borojo (e toneladas de cocaína café ) pra quem acertar!

Daquilo que incomoda

Vamos falar sobre auto-sabotagem. Vamos falar sobre aquilo que você protela por dias pra fazer, mesmo sabendo q sua vida depende disso. Vamos falar sobre aquele seu quarto sujo, aquele que você sabe que nunca vai ser limpo.
Vamos falar sobre essa nossa pressa quando se trata de internet e experiências, mas fica devendo quando falamos de deveres e obrigações.

Vamos falar sobre o gozo daquilo que te faz mal, daquilo que te sufoca mas que, mesmo com consciência, você está lá, todo dia, toda oportunidade – toda santa oportunidade – fazendo, refazendo, protelando pra não fazer, se refestelando na merda.

Pronto! Vamos falar de merda.

Vamos falar do fedor incômodo que fica nas suas mãos, ou melhor, no seu cérebro depois daquela lambança porca que você fez. Vamos falar com uma minúcia visceral daquela sua mastigação apressada, que dificultou a digestão e te fez ficar aí, do jeitinho que está agora, entalado, inerte, sujo.

Vamos falar da sua facilidade imbecil de arregaçar tudo até se partir, na certeza de que depois sara. Novidades quentíssimas: NÃO. VAI. SARAR. Se conforme, olhe pra frente. Entenda que depois de engolido só há um caminho possível. E ele nunca é belo.

Da quantidade de pessoas no sexo…

… ser inversamente proporcional à diversão por ele proporcionada.

 

Daqui: allansieber

 

 

 

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